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Html
Quem acompanha o blog sabe que eu e o Html nunca nos demos muito bem. Algumas pessoas tentam forçar nossa relação, mas não dá. Mesquinho e complicado, ele me enoja. Por sempre tentar simplificar as coisas e achar que vogais são necessárias na vida de uma pessoa, ele não é nem um pouco simpático comigo.
Em um desses vinte dias em que estive desaparecida por aqui, abri o Simples Assim e descobri que não estava lá muito contente com sua cara boba. Procurei, procurei, mas aquelas opções de layout não me agradavam. Não posso dizer que não tinha opções: Natal, Adolescente, Apaixonado, Páscoa em flash e assim segue. Tá achando ruim, faz melhor - juro que se eu soubesse, eu faria. Mas não sei, então, estamos retornando ao antigo layout. Vale ressaltar que minha querida mãe teve grande influência nessa decisão.
Nessa de procurar os layouts, chamei a minha mãe para contribuir com sua opinião. "- Ah, são bonitos, mas eu ainda prefiro o preto e laranja". Pronto, decidido. Você faz juras de amor eterno a uma blusa, promete ser enterrada com os trapos que dela sobrarem, mostra para sua mãe e ela não gosta, ou faz 'aquela cara'. Já era, tudo por água abaixo. Mesma coisa com layout de blogs. Aí estamos nós novamente.
Escrito por Cíntia Freitas às 17h41
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Enquanto isso
Ela sempre soube que servia para alguma coisa. Talvez para muitas, às vezes sentia receio em assimilar, mas sabia. As coisas pareciam um pouco mais organizadas agora, não devido ao esforço que realizava. Definitivamente não. A música se tornara parte vital em sua existência. Uma das partes em que nunca se acomodaria.
O dia estava claro, o sol brilhava lá fora, mas fazia frio. Perfeito. Olhou-se no espelho, não se reconhecia. Havia deixado de acreditar na existência das respostas novamente. Mas não era isso o que a tornava irreconhecível. Estava de fato diferente. Um vazio que outrora se fazia desesperadamente agonizante, agora estava mais silencioso. Ela ouvia sua voz, mas já não dava tanta atenção. Andou vagarosamente até a mesa, sentou-se na cadeira desconfortável e apoiou a cabeça sobre as mãos. Fechou os olhos. Tinha trabalho a fazer, sabia que valeria a pena. De repente se deu conta de que também não estava mais acreditando nas mentiras que contava à si própria, e quando ela deixasse de acreditar na mentirosa que era, não sabia o que aconteceria. Gostaria de apenas poder admitir, falar em voz alta tudo aquilo que gostaria. Mas não achava que isso de fato mudaria alguma coisa.
Ele, enquanto isso, deitado no sofá novo, olhava para o teto, pensando. A melodia era suficiente por enquanto. Filho da mãe.
Escrito por Cíntia Freitas às 19h36
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